O FMI após a COVID-19. Entre a geopolítica, a agência dos países devedores e a adaptação seletiva

Entre la geopolítica, la agencia de los deudores y la adaptación selectiva

Autores

  • Pablo Nemiña CONICET - UNSAM

Palavras-chave:

Fundo Monetário Internacional (FMI), programas do FMI, adaptação seletiva

Resumo

O artigo oferece uma revisão crítica da literatura recente sobre os programas do Fundo Monetário Internacional, com especial ênfase no período posterior à COVID-19. Examina como as pressões geopolíticas, a agência dos países devedores e a lógica institucional do Fundo condicionam o desenho, a implementação e os efeitos desses programas. Argumenta que os programas do FMI não podem ser explicados por uma única lógica causal: eles resultam da interação entre os principais acionistas, credores, mercados, a dinâmica política doméstica dos governos mutuários e as próprias rotinas burocráticas do Fundo. A revisão mostra que as intervenções da instituição variam em tamanho, condicionalidade, flexibilidade e tolerância ao descumprimento, enquanto seus efeitos também são heterogêneos. Embora, em alguns casos, possam estabilizar expectativas e melhorar o acesso aos mercados, frequentemente produzem consequências regressivas em termos distributivos, sociais, institucionais e políticos. O artigo conclui que a trajetória recente do FMI reflete um processo de adaptação seletiva: incorpora novas agendas, como mudança climática, gênero e proteção social, sem alterar substancialmente seu mandato nem as assimetrias que estruturam sua relação com os países devedores.

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Publicado

2026-08-07

Como Citar

Nemiña, P. (2026). O FMI após a COVID-19. Entre a geopolítica, a agência dos países devedores e a adaptação seletiva: Entre la geopolítica, la agencia de los deudores y la adaptación selectiva. Cuadernos De Economía Crítica, 12(24), 15-38. Recuperado de https://www.sociedadeconomiacritica.org/ojs/index.php/cec/article/view/426

Edição

Seção

Artículos